Casos recentes de raiva em cães e gatos no Estado de São Paulo reforçam um cuidado que não pode ser esquecido: manter a vacinação antirrábica dos pets em dia.
Em agosto de 2026, foi confirmado um caso de raiva em um cão em São João da Boa Vista. Posteriormente, o Instituto Pasteur identificou que o vírus encontrado no animal pertencia a uma variante associada a morcegos.
Outro episódio que chamou a atenção ocorreu em Jundiaí. Em novembro de 2025, uma gata foi diagnosticada com a doença, marcando o primeiro registro de raiva em um animal doméstico no município em mais de quatro décadas.
Esses casos mostram que, mesmo com a raiva controlada entre cães e gatos em muitas cidades, a prevenção continua sendo fundamental.
Por que o alerta sobre a raiva merece atenção?
A raiva é uma doença viral que pode atingir mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com a saliva de um animal infectado, especialmente por mordidas e arranhões.
De acordo com o Ministério da Saúde, a raiva é uma doença quase sempre fatal depois que os sintomas aparecem. Por isso, a prevenção é essencial.
A boa notícia é que existe uma forma eficaz de proteção: a vacinação antirrábica de cães e gatos.
O caso de raiva em São João da Boa Vista
Em agosto de 2026, a Prefeitura de São João da Boa Vista confirmou um caso de raiva em um cão no bairro Solário da Mantiqueira.
Após a confirmação, equipes de saúde realizaram ações de vigilância e bloqueio na região. O Instituto Pasteur também analisou o vírus e identificou uma variante associada a morcegos.
A descoberta reforça a importância da vigilância sobre animais silvestres e da proteção dos animais domésticos por meio da vacinação.
Jundiaí também registrou raiva em um gato
Em novembro de 2025, a Vigilância em Saúde Ambiental de Jundiaí confirmou um caso de raiva em um gato encontrado na região da Vila Arens.
Segundo a Prefeitura de Jundiaí, o município não registrava um caso da doença em animal doméstico havia mais de quatro décadas.
Naquele mesmo ano, morcegos com diagnóstico positivo para raiva também haviam sido identificados no município.
Após a confirmação do caso no gato, as autoridades realizaram ações de vigilância e vacinação antirrábica na região.
Qual é a relação entre morcegos e a raiva?
Os morcegos são mamíferos e também podem ser infectados pelo vírus da raiva. Por isso, fazem parte da vigilância epidemiológica da doença.
Isso não significa que todo morcego esteja com raiva. Esses animais exercem funções importantes no equilíbrio ambiental e não devem ser perseguidos ou mortos.
O cuidado necessário é evitar qualquer contato direto.
Na cidade de São Paulo, a Vigilância de Zoonoses orienta que morcegos encontrados caídos, voando durante o dia ou apresentando comportamento incomum não sejam tocados ou manipulados.
Nessas situações, a recomendação é impedir o contato de pessoas e animais com o morcego e acionar o serviço municipal responsável pelo telefone 156.
Meu cachorro ou gato teve contato com um morcego. O que fazer?
Se o seu pet teve contato com um morcego ou outro mamífero silvestre, evite manipular o animal suspeito e procure orientação dos órgãos de vigilância e de um médico-veterinário.
O profissional poderá avaliar a situação, verificar o histórico de vacinação do pet e orientar as medidas necessárias de acordo com o caso.
Não tente capturar ou manusear um morcego diretamente com as mãos.
A vacina antirrábica é a principal forma de proteção
A vacina contra a raiva é uma das medidas mais importantes para proteger cães e gatos e contribuir para a prevenção da doença também entre as pessoas.
O Ministério da Saúde recomenda a vacinação anual de cães e gatos. Na cidade de São Paulo, a vacinação antirrábica anual continua sendo obrigatória, mesmo com a doença controlada entre os animais domésticos.
A Prefeitura de São Paulo também mantém vacinação gratuita em postos distribuídos pela cidade.
Além das campanhas e dos serviços públicos, o tutor pode manter o acompanhamento veterinário do animal para revisar sua carteira de vacinação e receber orientações de acordo com idade, estado de saúde e histórico do pet.
Meu pet vive dentro de casa. Ele também precisa ser vacinado?
Sim. O fato de um cachorro ou gato viver dentro de casa não elimina completamente a possibilidade de exposição.
Morcegos podem eventualmente entrar em residências, apartamentos, garagens e outras edificações. Além disso, situações inesperadas podem colocar o pet em contato com outros mamíferos.
Por isso, não é recomendado esperar que surja um caso próximo de casa para pensar na prevenção.
Como prevenir a raiva em cães e gatos?
Algumas atitudes simples ajudam a proteger o pet, a família e toda a comunidade:
- mantenha a vacinação antirrábica do seu cão ou gato em dia;
- guarde a carteirinha de vacinação e acompanhe as datas dos reforços;
- evite que o animal tenha acesso livre à rua;
- não permita contato com morcegos e outros animais silvestres;
- nunca toque diretamente em um morcego caído ou com comportamento incomum;
- procure orientação veterinária caso seu pet tenha contato com um animal suspeito;
- em caso de mordida ou arranhão em uma pessoa, lave o local e procure rapidamente um serviço de saúde.
O que fazer em caso de mordida ou arranhão?
Se uma pessoa sofrer uma mordida, arranhão ou outra exposição à saliva de um animal potencialmente transmissor da raiva, a orientação do Ministério da Saúde é lavar abundantemente o local com água e sabão e procurar assistência de saúde o mais rápido possível.
O profissional de saúde avaliará o tipo de exposição e indicará, quando necessário, a vacinação e outras medidas de profilaxia antirrábica.
Em situações envolvendo morcegos, a busca por atendimento deve ser imediata.
Não espere aparecer um caso perto de você
Os registros em São João da Boa Vista e Jundiaí são um lembrete importante: mesmo sendo atualmente incomum entre cães e gatos em muitas regiões, a raiva continua exigindo vigilância e prevenção.
O vírus pode circular entre animais silvestres, especialmente morcegos, tornando a vacinação dos animais domésticos uma importante barreira de proteção.
Confira hoje mesmo a carteira de vacinação do seu pet. Se a dose antirrábica estiver atrasada ou se você não souber quando foi realizada a última aplicação, procure orientação veterinária.
Vacinar é cuidar de todos
Manter a prevenção da raiva em cães e gatos em dia é uma demonstração de cuidado que vai além do próprio animal. A vacinação ajuda a proteger o pet, sua família e toda a comunidade.
Se você está em Santana, São Paulo, e quer revisar a carteira de vacinação do seu cão ou gato, conte com a equipe do É O Bicho. Nossa clínica veterinária oferece acompanhamento profissional e aplicação segura de vacinas.
Não espere aparecer um caso perto de você. Mantenha a vacina antirrábica do seu pet em dia.
Este artigo possui caráter informativo e não substitui uma avaliação realizada por médico-veterinário. Em situações de possível exposição humana à raiva, procure imediatamente um serviço de saúde.